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No decorrer do ministério de Jesus ele encontrou diversos empecilhos quanto à proclamação e manifestação do Reino de Deus. Mesmo sendo dócil, firme, misericordioso, simples, verdadeiro, puro, amável, correto, justo e compreensível muitos não aceitaram sua mensagem e muito menos sua pessoa. A ponto de proclamarem pessoa não grata entre os judeus. Pensando nisso, um dia parei e listei algumas situações que por falta de discernimento, sensibilidade ou até mesmo manutenção do poder, a realidade do Reino de Deus era um incomodo e que trouxe vários problemas em sua aceitação, acolhimento e manifestação pessoal. Vamos a algumas?

Preconceito – Jesus cura no sábado, assenta-se com pecadores, recebe prostituta, abraça criança, etc. Isso era um problema enorme para os religiosos da época.

Criticismo – João Batista não come pão nem bebe vinho e diziam: “tem demônio”. Por outro lado, veio Jesus comendo pão e bebendo vinho e diziam “Eis ai um glutão e bebedor de vinho”. Dá prá entender gente assim? Nada agrada, nenhuma postura está certa, a não ser aquela que eles estabeleceram.

Legalismo – Uma mulher pergunta a Jesus qual era o lugar certo para a adoração argumentando: “Nossos pais adoravam neste monte, vós, entretanto, dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar”. Jesus responde que tanto faz aqui como acolá. O importante é que se adore em espírito e em verdade. Mas, para gente legalista isso não serve. Tem que ter o lugar certo , ou seja, o lugar da adoração. Mais uma aqui. Os fariseus (um dos movimentos religiosos antigos) questionaram sobre comer sem lavar as mãos, reprovando Jesus, o texto afirma “...um fariseu o convidou para ir comer, com ele; então, entrando, tomou lugar à mesa. O fariseu, porém, admirou-se ao ver que Jesus não se lavou primeiro, antes de comer”. Para gente assim, está limpinho por fora e cheio de hipocrisia é mais importante do que a postura do coração e da vida. A lei é o que vale.

Intolerância – Um homem expelia demônios, porém não era da turma dos discípulos. O que aconteceu? João quer proibi-lo de continuar a expulsar os demônios. Em outras palavras, de deixar as pessoas livres de suas opressões. Mas Jesus chama a atenção de João dizendo: “Não lho proibais, porque ninguém há que faça milagre em meu nome e logo a seguir possa falar mal de mim. Pois quem não é contra nós, e por nós”. Eu diria: toma distraído. Mas, infelizmente, olhe ao redor e veja quanta intolerância há no meio da fé (não digo em relação à bandalheira que há por ai em nome da fé – essa sim deve ser confrontada) em relação às pessoas que apenas são diferentes em sua manifestação de fé simples e singela em Cristo.

Sede de poder – Os discípulos de alguma forma foram ou simplesmente manifestaram que estavam contaminados com o fermento dos fariseus que era a sede de poder. Numa das palavras dos discípulos lemos: “Levantou-se entre eles uma discussão sobre qual deles seria o maior”. Jesus responde que no seu Reino a busca não é por poder nem posição e sim por serviço e submissão. Leia: “Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós, será vosso servo”. Será que o povo e, principalmente, os que ostentam o poder religioso querem tal “cargo”?

Hostilidade – Os judeus (com consentimento dos sacerdotes) planejavam assassinar, preste atenção, vou repetir, assassinar Paulo (que também já havia matado cristãos pelos mesmos erros já listados) por causa da sua defesa de fé. Pergunto: O que leva as pessoas agirem assim? Creio que um dos motivos é pela absoluta e radical definição que a sua maneira de ver o Reino e o relacionamento com o Senhor do Reino é a única forma correta de ser, agir e crer (são os códigos de normas, regras e conceitos).

Bom, depois escreverei outras coisas. Mas, o que pretendo aqui é que você, que tem o costume de passar por aqui, dê uma olhada ao redor e, principalmente para dentro de si, e sonde como está sua sensibilidade em relação ao Reino de Deus e às pessoas que são filhas do mesmo Reino que você participa. Na postura igrejeira que vejo por ai, esses são alguns sinais que estão presentes de forma intensa entre nós. Porém, meu exercício agora é olhar para dentro de mim, minhas convicções e sensibilidade e não fazer o que Jesus censurou com veemência: "Ai de vós...porque fechais o reino dos céus diante dos homens; pois, vós não entrais, nem deixais entrar os que estão entrando". Deus me livre de ficar fora ou na porta impedindo outros de entrarem.

Pr. Paulinho Santos – amado do Mestre

 
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