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Quer se encontrar com Deus? E-mail

Olá

Você quer se encontrar com Deus?

Essa é chamada de uma propaganda que ouvi um dia desses no rádio. A chamada dizia: ”Você quer se encontrar com Deus? A livraria (tal) ajuda você a ficar mais perto de Deus. Temos livros, CDs e a artigos religiosos que ajudarão você a ficar mais perto de Deus”. Claro que o interesse ali é mercadológico. Até por que os meios comerciais já compreenderam que a expressão religiosa do ser humano pode trazer um lucro financeiro enorme. Na verdade essa prática de ganhar em cima da fé alheia é antiga. Dentre alguns cenários, um deles bem conhecido nas escrituras está relacionado a uma jovem que possuía um pressuposto poder sobrenatural de adivinhar coisas (na verdade o texto bíblico afirma que era uma entidade demoníaca que gerava tais ‘adivinhações’ e que falava através da moça – Atos 16.16-18). O texto diz: “uma jovem [...] dava grande lucro aos seus senhores”. Outro texto está em Atos 19. No texto está em foco à questão do lucro proveniente da venda de imagens e outros objetos sagrados relacionados à deusa Diana. Só que muitos compreendendo a verdade acerca do evangelho, estavam abandonando a prática de comprar tais objetos religiosos. O texto diz: “Por esse tempo houve grande alvoroço acerca do Caminho (esse termo se refere àqueles que estavam seguindo os ensinamentos de Jesus Cristo), pois um ourives [...] que fazia nichos de Diana, e que dava muito lucro aos artífices, convocando-os juntamente com outros da mesma profissão, disse-lhes: Senhores, sabeis que deste ofício vem a nossa prosperidade”. Veja que a prática de ganhar dinheiro e ter lucro em cima da expressão da fé humana é algo antigo.

Pois bem! Voltando à chamada inicial, os anunciantes propõem ajudar o ser humano no processo de aproximação de Deus e de promover um relacionamento mais intenso e satisfatório. Infelizmente, tanto nos arraiais chamados católicos como evangélicos e outros o comércio anda solto. Isso em virtude da fé que milhares de pessoas expressam e que, crêem de fato, que através de santinhos, imagens, CDs, adereços, etc., podem estar mais perto de Deus. Como seguidor de Jesus eu afirmo categoricamente: Isso é uma falácia. O que está por trás disso tudo é o lucro. Nada mais. O que pretendem os idealizadores dos produtos e da propaganda quanto à provável aproximação de Deus é o que eles podem e estão ganhando – muito dinheiro. Para falar um pouco mais dos arraiais denominados evangélicos, o montante de congressos, vídeos, shows cristãos, livros, etc.; quase em sua totalidade, o teor mais profundo e agudo é o lucro. Hora, vamos pensar um pouco. Para eu ter intimidade com o Deus criador eu preciso de uma livraria? De um show? De um cd? De uma caricatura? Não, mil vezes não. Mas, espere ai, antes de me condenar. Não digo que ler bons livros é errado. Nem ouvir um bom cd. Eu mesmo leio e ouço. Porém, não é essa a temática. O que afirma os ‘santos’ do pau oco é que através dos seus instrumentos – seja até a Bíblia – as pessoas estarão mais próximas e intimas de Deus.

Sabe, infelizmente é isso que as pessoas acreditam. Por que será que os templos são tão idolatrados? Por que os CDs vendem absurdamente? Por que cidades inteiras vivem do turismo religioso? Porque as pessoas acreditam mesmo que através de certos instrumentos elas conseguem maior aproximação de Deus ou ser protegidas por Ele. Outra coisa que preciso afirmar é que não desconsidero a questão da subjetividade da nossa fé e de que todos nós de certa maneira procuramos meios de interação com o outro e também com Deus. Por exemplo: a música sempre foi um instrumento de contemplação e de expressar as emoções. Nesse caso, no ambiente da fé, também sempre foi um instrumento que, de certa maneira, instrumentaliza nossas expressões e sentimentos em relação ao objeto de nossa fé – Deus. Porém, também não é o caso aqui. Posso, ou melhor, podemos estar mais próximos de Deus, em qualquer lugar, em qualquer situação, com qualquer vestimenta e com expressões tão naturais que nada lembram um ritual religioso. Para isso, os livros, os CDs, os objetos e até a Bíblia não é necessária. Veja bem, não estou afirmando que a Bíblia não seja necessária ao conhecimento acerca das coisas e do agir divino. Pelo contrário. Mas, muitos confundem leitura bíblica e o próprio objeto com a presença de Deus. Isso não é verdade. A Bíblia em si é apenas um material que é feito de papel. Algo que também milhares de pessoas estão ganhando fortunas em cima do comércio delas, senão veja: bíblia da mulher, do homem, do adolescente, do pastor, do empresário, da promessa, etc. Uma pessoa inteligente verá que isso nada mais é que puro, puro e puro comercio safado. Aqui novamente estou correndo o risco de ser mal interpretado.

Sabe, enojo certos jargões que ouço, vejo e leio. É muito comum nos centros religiosos as pessoas afirmarem: “vamos entrar na presença de Deus”. Outros afirmam que através de seu show Deus irá manifestar-se. E assim por diante. Gozado e triste ao mesmo tempo é que Jesus já afirmou a milhares de anos que para Ele e para seu Pai, não importa o lugar da adoração (adoração fala de intimidade com Deus), nem que tipo de liturgia se usa, nem muito menos que adereço iria ser usado. Para ele, o que importava e ainda importa é que os verdadeiros adoradores (íntimos) adorem em espírito e em verdade. Só isso. Porém, quem consegue ouvir a voz de Jesus hoje em dia com tantas vozes comerciais e promotoras de uma possível associação com o sobrenatural? Praticamente impossível.

É por isso que as pessoas não se sentem intimas de Deus no ambiente do trabalho, no estádio de futebol, num passeio pelo campo, numa relação sexual com o marido ou a mulher ou num ambiente informal. Não. Elas precisam sacralizar aquele cenário com um templo, um livro, uma imagem, um amuleto. Etc. Enquanto isso, os detentores da produção continuarão a encher os bolsos de dinheiro, usando palavras e expressões santas, com a premissa de que aqueles que consumirem seus produtos estarão mais próximos de Deus e, portanto, mais seguros, santos e realizados. Lembra do que Jesus vez quando entrou num templo? “Chutou a barraca”. Ele se indignou com o comercio que havia se tornado um ambiente que até aqueles dias era símbolo da presença de Deus. Acho que hoje ele iria é destruir tudo, ou pelo ao menos, quase tudo.

É uma pena!

Pr. Paulinho Santos - amado do Mestre

 
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