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Com frequência temos visto gente dar “cabeçadas” em momentos de raiva, de provocação ou de tentação. Será que você tem dado “cabeçadas”? E-mail

A imagem mais badalada do mundo em nossos dias tem sito a de um atleta, jogador de futebol, dando uma cabeçada em seu adversário. Traduções e leituras labiais tentam explicar o que levou uma pessoa conhecida por sua serenidade a tomar uma atitude destas. Foi uma ofensa à mãe ou à irmã? Foi algo pessoal? Foi o calor do momento? O que será? Falar, provocar o outro sempre fizeram parte do futebol. É difícil, então, pensar em algo que fosse diferente de tudo que é tão rotineiro neste esporte, que justificasse ou explicasse o fato. Acho que jamais vamos entender, e talvez nem o “cabeceador” nem o “cabeceado” entendam, mas a cena está aí posta diante de nós o tempo todo e pode nos levar a algumas reflexões.

A cena nos leva a perguntar: será que tenho dado “cabeçadas”? o termo “cabeçada” para nós já tem em si um sentido negativo de cometer erros, fazer o que não deve, precipitar e assim por diante. Num momento de raiva, de provocação ou de tentação, não poucas vezes temos visto gente dar “cabeçadas”. Não poucas vezes as circunstâncias da vida colocam pessoas diante de situações de pressão em que não sabendo o que fazer, elas começam a “bater cabeça”. Reações precipitadas, palavras grosseiras, acusações indevidas, conclusões falsas, agressividade e coisas semelhantes que expresam de forma diferente a mesma coisa: “uma cabeçada”. São muitas as explicações dadas a nós mesmos e aos outros para tentar justificar o injustificável. Podemos até algumas vezes convencer a consciência própria e a de outros, mas o fato não muda, foi uma “cabeçada” e ponto final. Caim deu uma cabeçada em Abel,  Nabal em Davi e até Jesus tomou uma de Judas. Momentos de falta de domínio, do ímpeto dominando, de explosão de raiva, de ódio incontido, resultam no fim quae sempre em uma ação indevida. Caim se tornou assassino fugitivo, Nabal enfartou e morreu e Judas suicidou para não enfrentar a realidade. Alguns dizem não se arrepender dos fatos, se justificam e decidem viver num esforço contínuo para ficar bem consigo mesmo, sempre repassando na mente os motivos de tal cabeçada para matar a culpa.

Cuidado com as ações impensadas e com a impulsividade, pois o resultado costuma ser muito caro para nós. Cuidado para não dar cabeçadas no cônjuge, nos filhos, no chefe, nos funcionários e nos demais que estão à sua volta. Sempre seremos provocados, não se esqueça disso. Deus disse a Caim: “o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo. (Gn 4.7). O domínio próprio é fruto do Espírito Santo, e este, pode-se dizer, significa também a capacidade de não dar “cabeçadas”.

Por outro lado podemos dizer que  a cena da citada cabeçada nos faz refletir também no “entrar de cabeça”. Foi uma reação errada, agressiva, violenta e indigna, mas que nos mostra ter havido uma indignação do provocado e ele “entrou de cabeça”, do jeito errado é claro, mas entrou. Não sabemos o que foi o ponto de sensibilidade, mas havia um. Eu quero que você olhe comigo para dentro do coração do personagem, não para o ato resultante da indignção. A bíblia diz que Moisés ficou indignado quando viu o egípcio espancando um escravo hebreu e o matou (Ex. 2.11 e 12). O homicídio foi errado, mas a indignação resultou no surgimento de um dos maiores líderes da história. Algumas vezes pessoas ficam indignadas por bobeiras como ego ferido outras “picuinhas” da vida, e põe a carreira a perder por causa de uma “cabeçada”. Em lugar disso, é bem melhor quando alguém fica indignado com algo errado e entra de cabeça numa luta para mudar as realidades adversas. Quando alguém percebe que servir o reino é a causa maior da vida e entra de cabeça nesta tarefa, dando o máximo de si e arricando tudo por esta causa, aí sim a indignação gera dignidade.

Resumindo, pare de dar “cabeçadas” e “entre de cabeça” nos propósitos para os quais você foi criado:

ADORAÇÃO: você foi planejado para agradar a Deus

COMUNHÃO: você foi formado para fazer parte da família de Deus

DISCIPULADO: você foi criado para se tornar semelhante a Cristo

SERVIÇO: você foi moldado para servir a Deus

MISSÃO: você foi feito para uma missão.

Pr. Amauri Costa

Mensagem retirada do boletim da Oitava Igreja Presbiteriana de BH

 
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