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drogas - tratamento

O uso indevido de drogas constitui-se num dos mais graves problemas de saúde pública mundial. Responsável por perdas econômicas significativas, seus efeitos são mais notados nos paises em desenvolvimento, onde as carências sociais, notadamente na área de assistência à saúde, propiciam um maior comprometimento das pessoas afetadas.

Os danos relacionados ao uso de drogas não se apresentam somente no indivíduo usuário. São direta ou indiretamente afetados os familiares e a sociedade em geral, através de comprometimentos físicos, psíquicos e sociais. Os custos sociais das drogas estão ligados a gastos com prevenção, tratamento, doenças associadas, violência, acidentes de trânsito, mortes prematuras e perda de produtividade.

A juventude está particularmente afetada pelas conseqüências do uso indevido de drogas, já que fatores de risco específicos predispõem esta faixa de idade à possibilidade de sofrer danos mesmo sem o uso habitual ou abusivo, como, por exemplo, no caso de acidentes de trânsito e uso de álcool.

O dependente químico só admite estar dominado pelo vício quando chega ao fundo do poço, impotente para reagir sozinho. Neste estágio, se o caráter ainda não fora totalmente destruído, ele recorrerá à ajuda de seus verdadeiros amigos, quase sempre pais e familiares.

Antes disso, há muita dificuldade até mesmo para o tratamento ambulatorial através de acompanhamentos psicológico e psiquiátrico. A droga, além de destruir as células nervosas, os neurônios, e comprometer as funções orgânicas, exerce também uma forte relação com o indivíduo em níveis que a nós não é permitido ver, ou seja, ela destrói também o caráter, a alma e o espírito das pessoas.

Exemplificando, é como se o usuário de drogas fosse uma mesa de fórmica e, cada dose que usasse, cravássemos um prego em sua superfície. Depois de algum tempo esta mesa estará repleta de pregos, fase em que o dependente químico estará atingindo o fundo do poço.

Neste estágio ele pode aceitar ser tratado. Esse é o momento de exigir que ele se submeta a um tratamento global. Não basta o tratamento de desintoxicação, feito em clínicas psiquiátricas por 30 ou 40 dias, apenas. Estes tratamentos, embora imprescindíveis em alguns casos, são insuficientes à reintegração social do dependente químico.

Funciona muito bem para extrair os pregos da mesa, entretanto os buracos deixados por eles permanecem. Retornado á família, o dependente retorna às drogas, na maioria das vezes, repondo os pregos nos respectivos buracos com a mão. Não precisa usar martelo.

A dependência química é uma doença que exige tratamento especializado. Pode parecer duro para o dependente, sua família, seus amigos, usar a palavra doença, mas esse é o único caminho para se tentar efetivamente enfrentar o problema.

Da mesma forma que existem vários caminhos que levam às drogas, existem várias maneiras de se tratar um dependente químico. Qual é a melhor?

Todos sabemos que para compreendermos adequadamente um dependente químico, devemos conhecer: 1) suas predisposições hereditárias; 2) suas desordens orgânicas ou biológicas (depressões, hiperatividade cerebral, etc); 3) sua família e meio social; ou seja, sempre vai existir mais de um motivo que poderá levar o usuário a condição de dependente.

Atrás de muitos dependentes está uma doença depressiva “patrocinando” o vício e as constantes recaídas. Neste tipo particular não adianta o paciente se internar, se desintoxicar, se terapeutizar, etc, etc! Se a doença depressiva que ele tem não for tratada, ele certamente recaíra! Muitos especialistas questionam sobre qual método terapêutico é o melhor ou o que devemos priorizar num tratamento. Desde que conheçamos as causas que intervêm na dependência química do paciente, podemos escolher as ferramentas terapêuticas mais adequadas para cada caso.

Um modelo de tratamento não é por si só bom ou ruim, ele deve ser visto dentro de um contexto no qual o diagnóstico, o comprometimento físico e/ou psíquico, associados às condições sociais do indivíduo interferem na hora de se fazer o encaminhamento.

O uso de drogas está inserido em um contexto cultural, com crenças, valores, ritos, estilos de vida e visões de mundo. Além disso, as drogas comprometem de diferentes modos aqueles que as usam. Como os usuários de drogas não são padronizados, tampouco pode existir um único modelo terapêutico para tratá-los. Assim parece razoável pensar em diferentes modalidades, regimes de atendimento, natureza da instituição e abordagens para tratar a dependência química. Vejamos alguns exemplos reconhecidos pela Secretaria Nacional Antidrogas:

1º) Internação – A internação tanto em Hospital geral como hospital psiquiátrico, assim como em clínicas especializadas ou comunidades terapêuticas; é um modelo de tratamento clássico, que se baseia na expectativa de que, impossibilitando o acesso do dependente ao álcool e outras drogas, ele teria possibilidades de se afastar definitivamente dela, e através do convívio com outros pacientes teria um suporte técnico para superar seu problema. É uma das modalidades mais utilizadas no nosso meio e dos problemas é o seu custo elevado;

2º) Internação em Hospital Geral – Internação em ambiente médico-hospitalar para desintoxicação e monitorização clínica. O hospital geral recebe os casos graves de uso danoso, as intoxicações agudas e as síndromes de abstinência agudas que incorrem em risco de vida;

3º) Internação em Hospital Psiquiátrico – Quando ocorrem distúrbios de comportamento (agressividade, alucinações, violência familiar, depressões...) conjuntamente com o quadro de dependência, leva-se o usuário de drogas para um serviço de urgência psiquiátrica. Muitas vezes esses pacientes ficam internado para tratamento da fase aguda das duas doenças (a psiquiátrica e a dependência – comorbidade ), mas, passados alguns dias, superada a fase de desintoxicação e controlada a crise psiquiátrica, o indicado é que o paciente seja encaminhado para um atendimento em hospital-dia ou ambulatorial;

4º) Internação em Comunidades Terapêuticas – A Comunidade Terapêutica é uma instituição social e/ou de saúde que visa a atingir a abstinência e a mudança de comportamento, a partir da convivência entre pessoas com problemas parecidos. Oferecem também mútua participação entre equipe de tratamento e comunitários, dentro de um regime democrático, através de grupos terapêuticos, oficinas, trabalho individual, laborterapia e outras atividades comuns à terapêutica e convivência microssocial. De um modo geral são ligadas a instituições religiosas ou, não o sendo, privilegiam a espiritualidade como um fator funtamental na recuperação. A sua equipe básica deve ser formada por um profissional de saúde ou assistência social, um profissional administrativo e três agentes comunitários ou conselheiros;

5º) Na maioria das vezes, trata-se de clínicas particulares e com um custo elevadíssimo. Possuem equipe multiprofissional formada por médicos, enfermeiros, psicólogos, professor de educação física, terapeuta ocupacional, entre outros.

Podemos então concluir que não existe o melhor tratamento, existe o melhor tratador! Todos os tratamentos são úteis se forem realizados com dedicação, amor e aperfeiçoamento técnico-profissional.

Na realidade, as instituições que investem na recuperação espiritual do dependente tem uma arma terapêutica a mais – a possibilidade da transformação real de vidas! Sem desprezar os métodos terapêuticos tradicionalmente e cientificamente aprovados e consagrados, acreditamos que essas comunidades terapêuticas estão cumprindo de maneira eficaz o seu papel e alcançando resultados altamente satisfatórios. Não nos esqueçamos que a droga transforma totalmente a vida de um jovem usuário. Produz uma emoção muito forte e intensa quando de seu uso, de tal sorte que ele desejará sempre aquela experiência novamente, e para consegui-la transformará sua vida numa rota de colisão com a destruição e a morte!

Somente uma emoção maior, mais intensa e melhor do que a que a droga produz poderá transformar novamente a vida daquele dependente!

O método terapêutico que não conseguir essa emoção resgatadora não será efetivo. Neste sentido, as Comunidades Terapêuticas cristãs possuem a arma terapêutica mais valiosa: a emoção que resgata e transforma, que é a experiência de uma nova vida com CRISTO JESUS, a EMOÇÃO MAIOR! ”

 
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