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drogas - trabalho/empresa

Ninguém mais pode ignorar o problema do uso de drogas em todos os níveis. As grandes empresas, por exemplo, têm concluído que as pessoas envolvidas em acidentes nas fábricas são, em sua maioria, usuários de álcool e outras drogas, na proporção de um para quatro. Por outro lado, descobriram que entre aqueles que faltam ao trabalho durante a semana, a incidência dos dependentes químicos é dois em cinco. Verificaram, também, que os problemas não param por ai e que alguma coisa precisa ser feita.

Entende-se por dependente químico toda pessoa que tem tolerância aumentada ao álcool e às outras drogas, isto é, precisa ingerir quantidades cada vez maiores para obter o mesmo efeito. Além disto, seu comportamento do dia-a-dia gira em torno da droga – ela tem prioridade, por ela a pessoa pauta todas as suas ações. Em sendo privado das drogas – por um período médio de 10 horas – é vítima de sintomas tais como tremores, náuseas e vômitos, suores abundantes, nervosismo, que só são aliviados após uma nova dose.

É necessário reconhecer que existe também, no caso do álcool, o bebedor-problema, não necessariamente um dependente químico, que é conhecido como “aquele que não sabe beber”. É a pessoa que eventualmente bebe em excesso e cria toda uma série de atritos, discussões, brigas, sofre e provoca acidentes, por vezes fatais, particularmente ao dirigir embriagado. Deve, pois, ser também objeto de atenção. O uso recreacional de outras drogas, ainda que ocasionalmente, pode também produzir quadros similares.

Existe uma série de alterações da conduta que indicam estar a pessoa agindo sob influência de fatores estranhos, os quais podem ser o álcool ou outras drogas. São os chamados indicadores que constituem o meio principal a ser usado pelo administrador na identificação desses funcionários, inclusive por ocasião da Avaliação de Desempenho Funcional.

Os indicadores mais freqüentemente observados são:

1- Impontualidade: raramente o funcionário chega na hora, justificando-se com motivos variáveis e inconsistentes.

2- Ausências durante o trabalho: saídas durante o expediente, serviços externos demorados, almoços e pausas prolongadas.

3- Declínio da Produtividade e Qualidade do Trabalho: acumulam-se as tarefas, os serviços saem incompletos e mal elaborados; muitas vezes precisam ser refeitos.

4- Perdas e Danos Materiais: desperdício de material de expediente. Por vezes, ocorrem furtos para fazer frente às dívidas ocasionadas devido a dependência.

5- Acidentes de Trabalho: ocorrem quedas e colisões. Os acidentes de vulto acontecem fora do local de trabalho, em sua maioria no trânsito.

6- Endividamento e Necessidade de Outros Rendimentos: dependentes químicos são perdulários, com facilidade são roubados por indivíduos inescrupulosos. Pagam conta com atraso e o salário não é suficiente para suas despesas, procuram fazer horas extras.

7- Problemas de Relacionamento: conhecido como alguém que abusa do álcool ou outras drogas, o dependente não tem estabilidade suficiente para resistir às pressões, às críticas, às cobranças, etc. Sente-se culpado, tem compulsão para usar drogas. Tudo isto gera irritação, hipersensibilidade às críticas, levando à insubordinação, dificuldades com colegas e clientes.

8- Problemas Familiares: principalmente nas empresas de menor porte, em que há maior inter-relacionamento entre todos os funcionários, é habitual saber-se de sérias perturbações na harmonia familiar. Se tornam agressivos com o conjugue e com os filhos, além de deixarem a família em segundo plano.

IMPORTANTE: todos estes indicadores tornam patente que o mau desempenho existe e é devido a alguma causa externa, estranha às condições de trabalho. Quase sempre se percebe ou se sabe que o funcionário é alcoolista ou usuário de outras drogas. Mas não cabe ao administrador fazer o diagnóstico. Não é dele esta responsabilidade. No lidar com o funcionário, de modo geral, é importante que o administrador estabeleça regras que serão de grande validade quando houver problemas de má atuação ou disciplinares:

a) estabelecer níveis esperados e mensuráveis de desempenho para todos os subordinados;

b) não tolerar mais de um funcionário do que de outro, qualquer que seja o caso e a razão;

c) evitar fazer julgamentos pessoais, não se envolver emocionalmente com o funcionário-problema e garantir a confidencialidade;

d) fazer sua equipe funcionar, cumprir sua tarefa, preocupar-se com o desempenho que, insatisfatório, deve ser documento de forma incontestável, para apresentação ao faltoso;

e) não fazer diagnóstico médico, mas detectar o mal desempenho, sem discutir causas, sem apresentar justificativas, sem acobertamento. Encaminhar o caso para o departamento médico, diagnóstico, indicação do tratamento, planejamento do retorno ao trabalho e continuidade do tratamento;

f) aceitar o funcionário de volta à sua área de atuação sem preconceitos, cobrando dele o mesmo nível de rendimento dos outros, embora atento a possíveis recaídas;

g) divulgar a política de controle do alcoolismo e demais dependências químicas entre seus funcionários, realizando sempre que possível, palestras dentro do assunto.

LEMBRE-SE: Vale a pena investir na recuperação! Recuperar um dependente químico, além de altamente recomendável do ponto de vista ético e social, é medida economicamente vantajosa já que proporciona diminuição de gastos com assistência à saúde, redução do número e da gravidade dos acidentes de trabalho, diminuição do absenteísmo, aumentando a produtividade.

 
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