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drogas - prevenção

A prevenção é o melhor remédio

A continuidade do seio familiar deve ser o seio escolar. As escolas têm a considerável vantagem de ter um grande número de crianças em ambiente natural. O ambiente escolar permite às crianças e aos adolescentes adquirir conhecimentos, atitudes e valores. As intervenções baseadas na escola não só envolvem as crianças, mas também aumentam o envolvimento dos pais com a escola e com os outros pais, reduzindo o isolamento social e escolar, associado ao baixo desempenho escolar, campo altamente propício para o envolvimento com drogas.

Pesquisas mostram que o consumo de drogas entre crianças é dez vezes mais prevalecente do que os pais suspeitam. Além disto, muitos estudantes sabem que seus pais não reconhecem o grau do uso de drogas e isto os levar acreditar que podem impunemente usar drogas. Estatísticas comprovam que pelo menos 80% dos dependentes químicos tiveram o seu primeiro contato com a droga quando tinham entre 13 e 19 anos, e para a maioria isto aconteceu com companheiros da própria escola em que estudavam.

Os fatos são que o consumo de drogas não se confina a crianças ou jovens de certas áreas geográficas ou de determinadas condições econômicas – o uso de drogas afeta a todos indistintamente. As drogas são um problema sério não somente nas escolas secundárias como também, agora, nas escolas de 1º grau e primárias. As influências sociais desempenham um papel chave em tornar o uso de drogas atraente para as crianças. As primeiras tentações de usá-las podem vir em situações sociais na forma de pressões para “agir como adulto” e “divertir-se” fumando cigarros ou usando álcool e outras drogas. O uso de drogas, freqüentemente, avança por etapas – vai do uso ocasional ao uso regular, ao uso de diversas drogas e, finalmente, à dependência química. A cada etapa sucessiva, o uso de drogas intensifica-se, torna-se mais variado e resulta em efeitos debilitantes, pois as drogas que os estudantes ingerem, hoje, são mais potentes, mais perigosas e mais viciadoras do que em qualquer outra época anterior.

Os adolescentes e as crianças são particularmente vulneráveis aos efeitos das drogas e elas ameaçam o desenvolvimento normal de várias maneiras:

1) Interferem na memória, nas sensações e na percepção. Distorcem experiências e causam uma perda de controle que pode levar os usuários a causar danos a eles mesmos e a outras pessoas.

2) As drogas influem na capacidade do cérebro de receber, selecionar e sintetizar informações. Como resultado, as informações sensoriais correm juntas, proporcionando novas sensações e, ao mesmo tempo, bloqueando a capacidade normal de compreender as informações recebidas.

3) As drogas minam a autodisciplina e a motivação necessárias para o aprendizado. O uso contínuo pode causar um declínio no desempenho escolar e criar nas escolas um clima destruidor do aprendizado.

4) O consumo de drogas está intimamente relacionado com as faltas e o abandono da escola. Os alunos que consomem drogas, estão três vezes mais sujeitos a abandonar a escola, do que os não-consumidores.

5) O uso de drogas associa-se ao crime e à má conduta que rompem a manutenção da atmosfera ordenada e segura de uma escola, favorecendo o aprendizado. As drogas não somente transformam as escolas em mercado de tráfico de drogas como também levam à destruição de propriedades escolares e à desordem nas salas de aula. Os estudantes drogados criam um clima de apatia, ruptura e desrespeito pelas outras pessoas.

A fim de combater mais efetivamente o uso de drogas por estudantes, a comunidade inteira precisa ser envolvida: pais, escolas, estudantes, autoridades aplicadoras da Lei, grupos religiosos, órgãos de assist6encia social e os meios de comunicação. Todos precisam transmitir uma única mensagem sistemática: a de que o uso de drogas é errado, perigoso e não será tolerado.

As políticas escolares devem estabelecer claramente que não serão tolerados o uso, posse e venda de drogas no recinto da escola e nas funções escolares. Estas políticas devem aplicar-se tanto aos alunos quanto ao pessoal da escola e podem incluir medidas preventivas, de intervenção, de tratamento e disciplinares.

O uso de drogas pode ser detido em qualquer etapa. No entanto, quanto mais as crianças e os jovens se envolverem com drogas, mais difícil será para eles parar. A melhor maneira de combater o uso de drogas é começar os esforços de prevenção o quanto antes possível. Um programa de prevenção modelo teria necessariamente quatro objetivos principais:

1º Valorizar e manter uma vida saudável.

2º Respeitar as leis e as normas que proíbem as drogas.

3º Resistir às pressões para usar drogas.

4º Promover atividades estudantis que sejam livres de drogas e ofereçam caminhos saudáveis para os interesses dos estudantes.

Ao executar um programa, a direção da escola deve incluir todas as séries e ensinar a respeito das drogas nas aulas de educação sobre a saúde e reforçar este currículo com materiais apropriados em aulas como as de estudos sociais e ciências. Os professores precisam estar bem informados sobre o tema e estarem pessoalmente empenhados em opor-se ao uso de drogas, buscando com habilidade a participação dos estudantes.

Para o desenvolvimento de ações preventivas é necessário firmar bases objetivas de motivação e fundamentação para propostas de políticas que ofereçam espaços reais para o programa, relacionando-o sempre com o desenvolvimento e bem estar da sociedade.

 
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