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drogas - considerações

A fim de familiarizar o leigo com o assunto, devemos entender por DROGA – toda substância ou produto (natural ou sintético) que administrado ao organismo vivo produz artificialmente, modificações em uma ou mais de suas funções. O.M.S.

DEPENDÊNCIA QUÍMICA – antes diferenciada em física e psíquica, foi recentemente incluída pela OMS dentro de um contexto maior, isto é, não é apenas a quantidade e freqüência do uso que pode determiná-la, mas se o seu consumo levar a pelo menos três dos seguintes sintomas ou sinais ao longo dos últimos doze meses:

  • forte desejo ou compulsão de consumir drogas;

  • consciência subjetiva de dificuldade na capacidade de controlar a ingestão de drogas;

  • uso de substâncias químicas para atenuar sintomas de abstinência, tendo consciência da efetividade desta estratégia;

  • estado fisiológico de abstinência;

  • evidência de tolerância, usando doses crescentes da substância requerida para alcançar os efeitos originalmente produzidos;

  • estreitamento do repertório pessoal de consumo, passando, por exemplo, a consumir em ambientes não propícios, a qualquer hora etc.;

  • negligência progressiva de prazeres e interesses em favor de drogas;

  • persistência do uso de drogas, a despeito de clara evidência de manifestações danosas;

  • evidência de que o retorno da substância, após um período de abstinência, leva a uma reinstalação do quadro anterior.

TOLERÂNCIA – significa que, após um uso repetido e constante de determinada droga, torna-se necessário doses cada vez maiores para se obter os mesmos efeitos sentidos, anteriormente, com doses menores.

ESCALADA – como o próprio termo indica, refere-se a um aumento no consumo de drogas. Pode ocorrer de duas maneiras: a) pela passagem de um consumo ocasional para um consumo mais intenso, em função da tolerância desenvolvida; b) pela passagem de um droga “leve” para outra considerada mais “pesada”, em função da natureza dos efeitos procurados.

SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA – é um quadro de alterações físicas, ocasionadas pela falta da droga no organismo. Estas alterações variam de acordo com o tipo de droga, com a freqüência do uso, com a quantidade utilizada e com o estado físico do usuário. Por exemplo, o alcoolista, quando privado do álcool, apresentará um quadro de síndrome com tremores e sudoreses, náuseas e vômitos, podendo chegar, em casos mais graves até a delirium tremus, coma ou morte.

OVERDOSE – significa superdose ou dose excessiva de droga capaz de provocar falência dos órgãos vitais, e até mesmo a morte do indivíduo. O usuário perde o controle das doses em busca de maiores efeitos e pode morrer acidentalmente. Geralmente está consciente do risco que corre. Caso a pessoa seja socorrida a tempo, pode sobreviver. Um grande número de mortes por overdose poderia ser evitado se o indivíduo recebesse o socorro adequado.

EXPERIMENTADOR – pessoa que experimenta a droga, levada geralmente pela curiosidade. Aquele que prova a droga uma ou algumas vezes e em seguida perde o interesse em repetir a experiência.

USUÁRIO OCASIONAL – utiliza uma ou várias drogas quando disponíveis ou em ambiente favorável, sem rupturas (distúrbios) afetiva, social ou profissional.

USUÁRIO HABITUAL – faz uso freqüente, porém sem que haja ruptura afetiva, social ou profissional, nem perda de controle.

USUÁRIO DEPENDENTE – usa a droga de forma freqüente e exagerada, com rupturas dos vínculos afetivos e sociais. Não consegue para quando quer.

DEPENDÊNCIA – quando a pessoa não consegue largar a droga, porque o organismo acostumou-se com a substância e sua ausência provoca sintomas físicos (quadro conhecido como síndrome de abstinência), e/ou porque a pessoa acostumou-se a viver sob os efeitos da droga, sentindo um grande impulso de usá-la com freqüência (“fissura”).

POLIUSUÁRIO – pessoa que utiliza combinação de várias drogas simultaneamente, ou dentro de um curto período de tempo, ainda que tenha predileção por um tipo determinado.

CO-DEPENDÊNCIA - doença emocional que foi diagnosticada nos Estados Unidos por volta das décadas de 70 e 80, em uma clínica para dependentes químicos, através do atendimento a seus familiares. Os co-dependentes são aqueles que vivem em função do(s) outro(s), fazendo deste(s) a razão de sua felicidade e bem-estar. São pessoas que têm baixa auto-estima e intenso sentimento de culpa.

 
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