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Sacrifício humano nos modelos do paganismo antigo em nossos dias. E-mail
Inspiramo-nos em Manassés, rei de Judá para uma reflexão sobre o sacrifício pagão.

Conforme observamos no capítulo 21 de 2 Reis, Manassés era filho de Ezequias. Ezequias foi um rei que restaurou o culto a Deus, derrubando os ídolos e destruindo os locais de culto a outros deuses que os judeus haviam edificado. Manassés, portanto, teve um pai justo e piedoso e foi co-regente com ele durante 10 anos.

Manassés, presenciou vários fatos e vitórias conseguidas pelo seu pai, inclusive a cura de uma doença fatal. No entanto, ao observarmos a sua história, vemos que ele aprendeu muito pouco com o pai, pois fez exatamente o contrário do que ele havia feito.

Vamos ler somente um pequeno trecho da Bíblia: 2 Reis 21.1-6 “Tinha Manassés doze anos de idade quando começou a reinar e reinou cinqüenta e cinco anos em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Hefzibá. Fez ele o que era mau perante o SENHOR, segundo as abominações dos gentios que o SENHOR expulsara de suas possessões, de diante dos filhos de Israel. Pois tornou a edificar os altos que Ezequias, seu pai, havia destruído, e levantou altares a Baal, e fez um poste-ídolo como o que fizera Acabe, rei de Israel, e se prostrou diante de todo o exército dos céus, e o serviu. Edificou altares na Casa do SENHOR, da qual o SENHOR tinha dito: Em Jerusalém porei o meu nome.Também edificou altares a todo o exército dos céus nos dois átrios da Casa do SENHOR. E queimou a seu filho como sacrifício, adivinhava pelas nuvens, era agoureiro e tratava com médiuns e feiticeiros; prosseguiu em fazer o que era mau perante o SENHOR, para o provocar à ira.”

Manassés foi muito cruel. Não somente restabeleu a idolatria em Israel como ele próprio sacrificou o seu filho nos braços incandescentes de um ídolo pagão. Segundo a tradição judaica, ordenou a morte do profeta Isaías, serrado ao meio dentro de um tronco de árvore.

A prática de sacrifícios humanos a ídolos era muito comum na história antiga mas hoje em dia... bem hoje em dia isso é crime. No entanto, desejo me ater em uma outra divindade muito comum que ainda aceita sacrifício humano: o deus MERCADO.

De acordo com o que podemos observar em toda a história, esse é o deus mais insaciável de todos. Às vezes ele fica furioso, solta fogo pelas suas narinas, faz tremer a terra. Os reis e governantes correm até aos sacerdotes com oferenda dos melhores manjares e riquezas com a intenção de acalmá-lo. Ele impõe medo e respeito exige todo o tipo de sacrifício, mas o mais comum é o sacrifício humano.

Nações são banidas do mapa, animais são brutalmente exterminados, florestas queimadas, povos morrem de fome, doenças e pestes e, tudo indica, que esse deus – MERCADO – nunca se sente saciado.

Por aqui muitos afirmam:

“O MERCADO está muito faminto, vamos aumentar a taxa de juros, quem sabe assim conseguimos acalmá-lo?”; “ele está inquieto, então, vamos desvalorizar a nossa moeda”; e nesses rituais, vidas humanas são oferecidas em troca, nos braços incandescentes do deus MERCADO, que Jesus simplesmente chamou de MAMON. Esses braços se estendem até as nossas estradas, na criminalidade urbana, na fome nos mais longínguos e distantes grotões da pobre nação.

Agora entram em cena os agoureiros, feiticeiros e advinhadores, lembram-se de Manassés? Eles são os mesmos: “Posso ver o futuro e tenho uma visão horrível – vai faltar petróleo para atender as necessidades do MERCADO.” Logo depois podemos ouvir uma sonora pergunta: “Que tipo de oferenda vai acalmá-lo?” “Bem, temos jovens fortes e saudáveis. Vamos formar um exército imbatível e invadir outro país rico nesse importante recurso natural. Podemos sacrificar esses jovens, cremos que, após concluída a missão, o MERCADO ficará tranquilo”.

E como o deus MERCADO afeta o nosso dia a dia? Para entendê-lo e compreender a sua fome voraz, basta refletirmos sobre alguns fatos:

  • Você estuda a vida inteira, faz faculdade, pós-graduação, mestrado e etc, tudo isso para atender as exigências e o apetite do deus MERCADO;

  • "Não importa como é o seu comportamento, os fins sempre justificam os meios", o mais importante é que o MERCADO reconheça o seu valor e você possa ser aceito como o melhor candidatado para ser oferecido a ele;

  • Você sacrifica a sua vida inteiramente, se oferece a ele, busca agradá-lo e depois de tudo você quer a recompensa que é o poder que ele oferece aos seus súditos, ou para aqueles que ofereceram o melhor sacrifício;

  • As vezes ele é muito cruel – você oferece o melhor – sua roupa para o sacrifício é das melhores “grifes” a sua aparência é, digamos, divina, a sua cultura é vasta e você é inteligentíssimo. Você é considerado a melhor oferta, ou oferenda, para o MERCADO e o que acontece? Você é rejeitado pelos sacerdotes do deus MERCADO. Você se sente frustrado, porque não existe ao seu redor oferenda melhor para saciá-lo;

  • Você olha ao seu redor e imagina que o MERCADO não está satisfeito com você. Afinal, o seu maior desejo é agradar ao MERCADO. E então, você vive se perguntando “o que será que falta?” A sua análise tem como parâmetro as pessoas que você considera “bem sucedidas”. Você descobre que falta um carro como o deles, você então se sacrifica, vai até ao MERCADO e compra. Não possuo roupas como eles possuem, você volta lá, aonde? No MERCADO. E você vai se entregando cada vez mais, e quando cai em sí você está completamente dependente do que o MERCADO pode oferecer. Então você se sacrifica e passa a oferecer para o MERCADO outras oferendas, como: seus filhos, por causa do relacionamento superficial; sua esposa ou esposo, seus valores, suas forças enfim, tudo que você acredita que possa evitar a fúria insaciável do MERCADO.

Agora voltemos para o nosso querido rei Manassés em 2 Crônicas 33.12-13 “Ele, angustiado, suplicou deveras ao SENHOR, seu Deus, e muito se humilhou perante o Deus de seus pais; fez-lhe oração, e Deus se tornou favorável para com ele, atendeu-lhe a súplica e o fez voltar para Jerusalém, ao seu reino; então, reconheceu Manassés que o SENHOR era Deus.

Ele foi feito escravo da Assíria e se humilhou diante de Deus e finalmente teve sua comunhão restaurada, terminando os seus dias como um adorador fervoroso do Deus Altíssimo. Jesus chama para sí todos aqueles que estão cansados e oprimidos pelo MERCADO para que retirem o peso do MERCADO das costas e caminhem de cabeça erguida em direção a vitória. O apóstolo Pedro escrevendo a sua carta afirma: “Lançando sobre Ele (Jesus) toda a vossa ansiedade porque ele tem cuidado de cada um de vós”.

Se você se sente oprimido pelo MERCADO faça como Manassés: corra para os braços do Deus Amoroso, que criou todas as coisas e que, reconheçam ou não os reis e governadores, tem o MERCADO sob os seus pés.

Ruben Freitas

 
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