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Mudar ou Morrer. Esse é o Desafio do Mercado. E-mail

Houve um tempo em que vivíamos sob uma “redoma protetora” onde, como consumidor, não nos restava nada a não ser nos contentarmos com os parcos produtos e serviços que nos eram oferecidos. Tínhamos de nos satisfazer com o que nos estava disponível, e isso perdurou durante os anos da ditadura militar e só terminou no início do Governo Collor, quando foram abertas as fronteiras mercadológicas do País e entramos definitivamente no mercado globalizado.

Essa nova realidade trouxe uma verdadeira revolução no mercado brasileiro e com ela, uma mudança substancial no comportamento do consumidor que, já no início da década de 90, foi presenteado com um código de defesa que veio elevá-lo ao nível dos consumidores de paises desenvolvidos no que diz respeito aos seus direitos. Com essa nova realidade, o consumidor  iniciou um processo de mudança que não parou mais  de evoluir.

O que antes se praticava no mercado interno que era o “foco no produto”, passou a ter o “cliente” como protagonista. Os produtos importados, com custo acessível e qualidade incomparavelmente superior  aos produtos disponíveis no mercado interno, contribuíram para que o nível de exigência do consumidor brasileiro aumentasse cada vez mais, fazendo com que ele se tornasse cada vez mais exigente.

Se puxarmos um pouco pela memória, não será difícil nos lembrarmos de que há menos de duas décadas atrás, tínhamos uma realidade de mercado completamente diferente da que temos hoje. Só para ilustrar esse fato, no ramo de confecção, por exemplo,  tínhamos as famosas calças Lee e Lewis e competindo no mercado interno havia apenas as famosas Us Top, hoje, o número de marcas e modelos disponíveis chega a ser quase impossível de mensurar, e o mais importante é que, quase que a maioria das marcas disponíveis no mercado têm o mesmo padrão de excelência  e qualidade  das principais marcas mundiais.

Diante deste quadro que aí está, houve mais uma mudança de conceito no mercado:  o que se buscava  praticar  que era o “foco no cliente”, evoluiu para se buscar não apenas a  sua satisfação, mas a superação de suas expectativas, ou seja, hoje o que se busca é ter “foco no foco do cliente”, em outras palavras, há que se ter não somente uma preocupação com a satisfação do cliente e sim, superar as suas expectativas, estar comprometido com a sua plena e total satisfação. É o compromisso com o sucesso do cliente.

É Preciso Quebrar Paradigmas...

Já no final dos anos 80, um dos “gurus” da época chamado Alvin Toffler apregoava com toda a convicção que no início dos anos 90 o mundo se dividiria entre o “rápido e o lento”.  Ou seja, aquelas organizações ou mesmo pessoas que tivessem a capacidade de perceber as tendências e tivessem agilidade de se adaptarem a elas seriam as “locomotivas” da nova economia, ao passo que os “lentos”, ou seja, os que não percebessem as mudanças iminentes ou fossem lentos em se adequarem a elas, ficariam pelo caminho.

Na época, essas declarações pareciam utópicas, elucubrações mentais de um visionário americano, sobre tudo para nós aqui no Brasil que ainda vivíamos as restrições de um mercado fechado aos produtos e serviços disponíveis no mercado mundial. O certo é que a década passada deflagrou um turbilhão de mudanças sociais, políticas e econômicas cujas conseqüências  podem ser sentidas até hoje.

Quem não se dispôs a se “mexer”, foi atropelado pelas transformações e mudanças que aconteceram e continuam acontecendo a todo instante, em todos as áreas e seguimentos. Ignorá-las é suicídio profissional ou empresarial. Um “espírito empreendedor” é essencial para quem quer e precisa sobreviver aos novos tempos, e uma das características desses “novos tempos” é a capacidade de enfrentar desafios, inovar, ousar, criar alternativas e estar atento às tendências e as mudanças constantes que acontecem à nossa volta. 

Em um mercado em transição, é preciso atenção ao desenvolvimento pessoal, profissional e empresarial permanente, é preciso reconhecer que rápida obsolescência do conhecimento nos impõe a necessidade de transformar o aprendizado numa prática constante. Portanto, é preciso se repensar a todo instante, é preciso ter foco, definir e perseguir as metas e objetivos preestabelecidos e estar apto e preparado para mudanças de rumo a cada vez que “os ventos” mudarem neste conturbado mar do mercado brasileiro. A Tecnologia da Informação, CRM (Customer Relationship Management), ou a Gestão de Relacionamento com o Cliente, são as alternativas do Marketing para fazer frente a este “novo” consumidor que evolui a todo instante. 

Aos diversos setores da economia, resta  o caminho do debate permanente e a discussão conjunta dos novos caminhos a serem trilhados, além da  busca constante de alternativas e estratégias mercadológicas, que possam garantir a permanência competitiva, o que só é possível através da união em torno de interesses comuns, através de entidades representativas que levem em conta as especificidades de cada segmento, como é o caso das Associações Comerciais e dos Clubes de Dirigentes Lojistas, entre outras entidades. Esse tem sido o caminho que vem sendo trilhado pelos setores  bem sucedidos do mercado.

Não há mais espaço para o individualismo, para auto-suficiência empresarial ou práticas desta natureza. A realidade do mercado aponta para  a necessidade da busca de soluções conjuntas através do associativismo e  do fortalecimento de entidades empresarias representativas  que centralizem as discussões,  propostas e alternativas setoriais na busca de caminhos que visem o fortalecimento e a competitividade de cada seguimento. 

Ronaldo Cirqueira – Consultor e Palestrante

 
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